Saco do Mamanguá

Paraty-Mirim e Saco do Mamanguá.

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A região norte do Estado de São Paulo e Sul do Rio de Janeiro, exatamente entre Ubatuba e Paraty, foi abençoada com uma geografia maravilhosa onde, a Mata Atlântica e o mar se encontram, e isso nos proporciona uma da mais bela paisagem brasileira. A região possui comunidades quilombolas, aldeia indígenas, reservas, parques, áreas de proteção e áreas intocadas, cujo modo de vida remetem aos séculos que passaram.

Em meio a essa beleza toda temos as praias do litoral norte de Ubatuba, como a belíssima Picinguaba, a praia da Fazenda que fica dentro da reserva do Parque Estadual da Serra do Mar, a Casa da Farinha, ou Fazenda, que é uma comunidade quilombola que vive em meio a exuberância da serra do mar, entre outras belezas. Do lado do Rio de Janeiro, compondo a região de Paraty, tem a vila de Trindade, outrora famosa por ser reduto de Hippies e movimentos de contracultura. Tem quilombos também, tribos e pequenas vilas de pescadores perdidas pelos contornos do continente e que são difíceis de avistar ou chegar. No meio disso tudo, tem a vila Paraty-Mirim e, um pouco mais escondido, o Saco do Mamanguá.

mapa

A mais ou menos 18 km de Paraty, fica a vila de Paraty-Mirim. Esta vila fora no passado uma área para desembarque de escravos devido à sua localização que era protegida do mar aberto. Hoje restam apenas as ruínas da sede da antiga Fazenda Paraty-Mirim e a Igreja Nossa Senhora da Conceição, que foi construída em 1757 e é a mais antiga de Paraty.

O acesso para a vila se dá no KM 593 da rodovia Rio Santos onde mais ou menos 10 km é de estrada pavimentada e 8 Km de estrada de terra. A estrada passa por uma reserva indígena, a aldeia Tekon Tatim com índios Tupi Guarani.

http://paraty.tur.br/indios/

https://www.youtube.com/watch?v=A1sqY2bHIzs

É possível chegar à vila por mar também e de Paraty até lá são 8,7 milhas náutica. De ônibus também é possível, a Viação Colitur atende o bairro com transporte coletivo em horários regulares, o telefone da empresa é (24) 3371-1238.

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Praia de Paraty-Mirim

Na própria vila tem existe uma estrutura para atender turistas como pousadas e restaurantes, nada muito sofisticado, é bem simples, mas de boa qualidade. Tem camping e local para compras de artesanatos.

Sugestões de onde ficar:

Pousada dos Deuses – (24) 9225-4278 – www.pdeuses.sites.uol.com.br

Pousada Vila Volta – (24) 9957-5476 – www.vilavolta.com.br

Camping Devaneios – (24) 3371-0011 / (11) 9918-6907

Para comer:

Quiosque Paraty Mirim – (24) 9825-1158 – Servem refeições todos os dias, à base de peixes e frutos do mar.

Artesanato:

Lania Maria Cordeiro – (24) 9989-2629 – Quadros com sementes de traguaí.

Lydia Cyrino – (24) 9839-3319 – Esculturas em madeiras pintadas.

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O Saco do Mamangua, é um braço de mar que avança 8 km adentro pelo continente, conferindo-lhe uma geografia única e beleza sem igual. A natureza dotou o Saco do Mamangua com 33 praias para que pudéssemos usufruir dessa maravilha, além de costões rochosos delineados pelos morros da Serra do Mar.

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Detalhes da Comunidade Cruzeiro

Toda essa união de fatores propiciam a existência de um ecossistema cuja diversidade contempla, as já citadas praias, restingas, mangue, riachos, cachoeiras, os costões rochosos e, é claro, a densa floresta que se debruça no mar de águas calmas e cristalinas. A vida marinha é particularmente rica, o Saco por ser protegido do mar aberto, acaba funcionando como berçário e área de alimentação de pequenas espécies. É possível encontrar cavalos marinho, tartarugas, golfinhos e uma grande variedade de peixes.

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A paisagem impressiona sempre, não importa a hora e nem para onde se olhe, é impossível largar a câmera.

O Saco do Mamanguá não tem estradas, energia elétrica ou telefone público, jet-ski, lanchas e outro excessos não são bem-vindos na região. As embarcações precisam seguir regras de conduta para navegar pela área que é preservada pelos moradores das comunidades que levam uma vida simples idêntica aos seus antepassados. Quando a noite chega a iluminação é por lampião ou velas, eventualmente uma casa ou outra tem gerador. O banho sempre será gelado, evite dias frios.

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A melhor forma de conhecer a região toda é remando, canoa, caiaque ou SUP. As águas calmas propiciam passeios que transcendem o exercício físico e se transformam num processo de reflexão, introspecção, devido a calma, tranquilidade e paz.

A área do Saco do Mamanguá está guardado pela APA Cairuçu e pela Reserva Ecológica da Juatinga, fazendo dele o cenário perfeito para atividades turísticas de baixo impacto como, caminhadas com roteiros exuberantes, caiaques, stand up padle, etc. Existem trilhas que cortam toda a formação do Saco do Mamanguá.

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Morro do Pão de Açúcar

Os destaques ficam por conta do Morro do Pão de Açúcar, que tem 400 metros de altitude e proporciona uma vista fabulosa de todo o Saco e parte da baía de Ilha Grande, além de vias de escalada. O acesso se dá por uma trilha de nível difícil ou forte, é possível subir com 1h30 de caminhada. Tem a canoagem oceânica, que atrai muitos praticantes, já que o mar é abrigado e as águas são relativamente quentes. Para canoagem tem operadoras especializadas que organizam roteiros que pode ter inicio em Paraty ou Paraty-Mirim e te levam até o mangue. É uma excelente forma de explorar o Saco do Mamanguá, o mangue tem 2 km de extensão e vira um rio que segue pela Mata Atlântica e termina numa pequena praia, a partir dali é possível seguir uma pequena trilha que leva a Cachoeira do Rio Grande, considerado um dos ápices do passeio. O ultimo destaque é a cultura local, uma oportunidade de conhecer desde a culinária até o modo como vivem os caiçaras. Tem a casa da Farinha, aulas de pesca artesanal, artesanato entre outras atividades.

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Paisagem avistada do alto do Morro do Pão de Açúcar. Ao longe é possível avistar Paraty e parte da baia de Ilha Grande, além de toda a vista do Saco do Mamanguá.

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Panorama
Vista do Saco do Mamanguá. Na imagem embaixo a direita, é possível avistar a casa onde foram filmadas as cenas de lua de mel do casal, Bella e Edward, no filme “Amanhecer” da Saga “Crepúsculo”.  Detalhe, a propriedade é particular e, segundo os moradores locais, após as filmagens o casal retornou ao local para realmente curtir umas ferias nesse paraíso, e ficaram nesta casa novamente.

Na comunidade Cruzeiro tem o camping e restaurante do Sr. Orlando, este é um point obrigatório, a comida é simples porem fantástica, natural, sem conservantes, o peixe é o que ele mesmo pesca, tudo feito com muito zelo e carinho. Seu Orlando é uma atração à parte, natural do Saco do Mamanguá, o homem que tem 50 anos de mar, como ele mesmo diz, tem também uma infinidade de historias para contar, vale muito a pena reservar um tempinho para um café com ele. O camping custa R$ 25,00 a diária por pessoa, e as refeições saem por pessoa a R$ 25,00 a mais barata e R$ 30,00 a mais cara.

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Restaurante e camping do Sr. Orlando, ao fundo a imponência do pico do Morro do Pão de Açúcar.

Para chegar:

Para chegar ao Saco do Mamanguá é preciso contratar um barco na vila de Paraty-Mirim, o custo da viagem é de R$ 100,00 reais, importante, o valor é da viagem, não por pessoa, ou seja se for em quatro pessoas sairá a R$ 25,00 por pessoa. Outra dica é, não contrate em Paraty, além de ser muito mais longe também é mais caro.

Outro acesso é por trilha, porem somente os mais aventureiros encaram o caminho que oscila entre fácil e super difícil e leva em media 8 horas para ser superado. De barco leva 15 minutos em media.

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Área de estacionamento em Paraty-Mirim. Por R$ 10,00 a diária você pode passar o dia por ali mesmo ou deixar o carro guardado e seguir para o Saco do Mamanguá sem preocupações.

Quando chegar na vila deve-se seguir até o final da estrada, ela termina numa área aberta atrás da igreja, no entorno dessa área tem locais para estacionar. Esses estacionamentos são da comunidade, que exploram o serviço em formato de cooperativa e o valor cobrado na ocasião foi de R$ 10,00 a diária. Você deixa o carro, pode levar as chaves e paga na volta. Nesta mesma área tem o quiosque que ficam os barqueiros, é só contratar um e ser feliz.

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Área de embarque para seguir ao Saco do Mamanguá. Sim, tem que molhar o pé para embarcar, mas vale muito a pena.

Barqueiros que podem ser contactados e agendados:

Ademir (24) 9825-6812

Amauri (24) 9857-3358

Aristides (24) 9224-4859

Ary (24) 9901-1760

Carlinhos (24) 9916-7028

Dico (24) 9819-8487

Ditão (24) 9965-2186

Irineu (24) 9901-1891

Licinio (24) 9916-7828

Luis (24) 9822-4164

Luiz Marinheiro (24) 9222-0869

Nelson (24) 9812 3187

Ney/Nerildo/Valdeir (24) 9822-2502

Niqueia (24) 9945 – 1240

Ozeia (24) 9913-5261

Renato (24) 9941-8894

Zélio (24) 9904-4642

Waldir (24) 9995-7866

O principal destaque do artesanato local são as esculturas de barquinhos entalhados em caixeta, que é uma arvore nativa que brota nos alagados. Eles seguem um plano de manejo sustentável para retirar os galhos destas arvores e produzirem sua arte. Desta técnica saem miniaturas de traineiras, canoas, saveiros, escunas, veleiros etc, tudo pintado com coloridos singulares. Alguns artesãos também se dedicam a cestos e outros objetos de palha.

Artesãos:

Benedito Mathilde Santos (Dito) – (24) 9819-8487 – Comunidade Baixio – Oferece aulas de artesanato.

Benedito Rita (Preá) – (24) 9841-3365 / (24)3371-1646 – Comunidade Cruzeiro.

Dadico (24) 9818-9525 – Comunidade Pontal.

Maria das Graças, Gildo e Gilson – (24) 9832-9204 – Comunidade Regato – Barcos de 1 cm a 2 m pintados, oferece curso de artesanato.

Reni Conceição – (24) 9971-9823 / (24) 9907-3503 – Comunidade Currupira.

Venda do Zizinho – (24) 9907-6045 – Comunidade Ponta do Leão –  A venda expões os barquinhos de alguns artesãos das comunidades.

Zélio – (24) 9904-4642 – Comunidade Ponta do Leão.

Para comer:

Zizinho – (24) 9907-6045 – Comunidade Ponta do Leão

Dona Gracinha e Sr. Juray – (24) 9832-9204 – Comunidade Regato.

Dadico – (24) 9818-9525 – Comunidade Pontal.

Restaurante Maneco – (24) 9961-9107 – Comunidade Cruzeiro

Restaurante do Sr. Orlando – (24) 9916-3532 – Comunidade Cruzeiro.

Para quem não gosta de viajar sozinho e prefere o serviço de operadores tem estas opções:

AOKA – Opera roteiros de turismo comunitário e organiza expedições de caiaque – www.aoka.com.br – (11)2386-1320

Aroeira Outdoor – Tem roteiros de canoagem com caiaques oceânicos e possui opções de hospedagens no trajeto, além de trilhas e aulas de artesanatos – www.aroeiraoutdoor.com.br – (11) 4402-1541.

Tem ainda Interação Ambiental – www.sacodomamangua.com e Hospedagem Mamanguá Eco Lodge – www.mamangua.com.br .

Para saber mais:

http://www.icmbio.gov.br/cairucu/

https://www.mar.mil.br/cprj/

http://www.brasilsolidario.com.br/o-que-fazemos/programas/outros-programas-e-projetos/projeto-remar-emiliano/

 

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